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Notícias
Uso de capacidade na siderurgia está entre 60% e 70%
Escrito por AE - Agência Estado   
Ter, 25 de Agosto de 2009 10:25

Depois de operar com apenas 50% da sua capacidade produtiva no início do ano, o setor siderúrgico nacional trabalha atualmente com 60% a 70% da sua capacidade, segundo o Instituto Aço Brasil (IABr), nova denominação do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS). O ritmo ainda é inferior aos 90% a 95% registrados no ano passado, mas sinaliza uma recuperação. O presidente da entidade, Flávio Roberto Silva de Azevedo, afirmou hoje em coletiva de imprensa que apenas dois altos-fornos estão paralisados no momento, enquanto no início do ano, seis dos 14 altos fornos existentes no País estavam paralisados.

 

Entre janeiro e julho, a indústria do aço apresentou uma queda de 36,9% na produção em comparação com o mesmo período do ano passado, para 13 milhões de toneladas de aço bruto. As vendas internas recuaram 38,7% para 8,3 milhões de toneladas, enquanto o consumo aparente caiu 35,3% no período e somou 9,5 milhões de toneladas. O executivo afirmou que as empresas tiveram de fazer ajustes "dramáticos" na produção, que incluíram reduções de jornada de trabalho, antecipação de manutenção de fornos e férias coletivas.

 

Última atualização ( Qua, 26 de Agosto de 2009 13:40 )
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nstituto Aço Brasil prevê queda de 20% na produção brasileira de aço em 2009
Escrito por InfoMoney   
Ter, 25 de Agosto de 2009 10:23
Segundo presidente da entidade, que mudou o nome IBS, "momento é de cautela"; níveis de 2008 só em 2011 no setor
 
SÃO PAULO - A produção brasileira de aço deve alcançar 27,3 milhões de toneladas em 2009, quantidade 20% inferior ao obtido no ano passado. Essa é a previsão do ex-IBS (Instituto Brasileiro de Siderurgia), agora Instituto Aço Brasil, anunciada nesta segunda-feira (24) juntamente com a novidade na nomenclatura.
"O setor vê os próximos meses com otimismo moderado, pois precisamos verificar se o crescimento é sustentado. O momento é de atenção e cautela", disso o presidente da instituição Flávio de Azevedo, para quem 2010 deve ser positivo, mas ainda sem voltar aos níveis de 2008. Fato que só deve ser consumado em 2011 ou 2012.
"Com relação ao mercado interno, estamos apreensivos com a valorização do real. O mercado externo é importante para nós, já que 40% devem ser exportados por falta de consumo interno", acrescentou. A produção acumulada de janeiro a julho totalizou 13,1 milhões de toneladas de aço bruto, uma queda de 36,9% ante 2008.
Em julho, a produção foi de 2,5 milhões de toneladas, representando crescimento de 28,5% em relação a junho, apesar de recuo de 22,8% na comparação com igual período no ano passado. Para Azevedo, o início de recuperação reflete as medidas do governo de estímulo ao consumo, que "trouxeram um diferencial na saída da crise".
Nova marca
A mudança de nome visa destacar a importância do aço. Segundo pesquisa do Instituto, o público em geral não faz associação clara da palavra siderurgia com a indústria produtora de aço. "Sabemos que não é tão fácil mexer em um nome com mais de 45 anos de tradição, mas essa mudança vem alinhada com nosso compromisso com a modernidade", declarou Flávio de Azevedo.
 
Fonte: http://dinheiro.br.msn.com/financaspessoais/noticia.aspx?cp-documentid=21330789
 
POR COPA, CONSTRUÇÃO CIVIL DEVE AUMENTAR CONTRATAÇÕES
Escrito por Assessoria   
Ter, 25 de Agosto de 2009 10:22
A construção civil promete ser o motor da economia brasileira nos próximos cinco anos. A preparação para a Copa do Mundo de 2014 deve transformar o país em um grande canteiro de obras, o que permite ao setor fazer planos para reiniciar o ciclo de crescimento interrompido em 2008 pela crise mundial. As empresas da construção civil  já registram melhoras, e garantem que o segmento passará por um aumento de contratações para atender à demanda.

Na avaliação dos representantes e especialistas, a construção civil deverá ganhar maior participação no PIB a partir do ano que vem - até 2008, a indústria da construção representava 5,1% das riquezas do País. “A Copa do Mundo de 2014 vai aumentar os investimentos em infraestrutura pelo menos até o ano de sua realização, aquecendo a construção civil em seus diversos segmentos”, avalia Carlos Maurício Lima de Paula Barros, diretor-presidente da ABEMI - Associação Brasileira de Engenharia Industrial.

O otimismo das empresas tem base no volume de investimentos prometidos para o setor, que variam de R$ 60 bilhões a R$ 100 bilhões. Especialistas estimam que, a cada R$ 1 milhão em  investimentos na construção civil, são criados 58 empregos, sendo 33 empregos diretos e 25 indiretos. Isso significaria a geração de pelo menos 3,5 milhões de vagas. Para Barros, o crescimento do setor deve aumentar o número de empregos principalmente em empresas de projeto, consultoria, edificações e construção industrial.

A expectativa dos empresários do setor aumentou após o anúncio das 12 cidades que vão receber os jogos da Copa e deverão se adequar às exigências da Fifa. E as beneficiadas não serão apenas as cidades-sede. “Tais melhorias deverão acontecer também em cerca de 200 municípios vizinhos, que receberão seleções e, principalmente, turistas”, completa Barros.

Sobre a ABEMI

A ABEMI - Associação Brasileira de Engenharia Industrial reúne 117 associadas, que incluem algumas das principais empresas de engenharia de projeto, construção civil, montagem industrial e indústrias de bens de capital do país. A entidade foi fundada em 1964 por um grupo de empresários que visavam a desenvolver ações conjuntas de valorização do setor de engenharia e montagem industrial e conquistar representatividade junto aos contratantes, indústrias das áreas de energia, mineração, siderurgia, papel e celulose, química e petroquímica, petróleo e gás.
 
Produção mundial de aço bruto em julho é a maior do ano
Escrito por (Assessoria de Imprensa, 21/08/2009)   
Sex, 21 de Agosto de 2009 10:42
LONDRES, 20 de agosto (Reuters) - A produção global de aço bruto em julho caiu mais de 10 por cento na comparação anual, mas avançou para o ponto mais alto em 2009 com a retomada de capacidade produtiva parada e melhora na demanda.
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A produção no mês passado somou 103,9 milhões de toneladas, queda de 11,1 por cento ante julho de 2008, mas alta em relação às 99,7 milhões de toneladas de junho deste ano, segundo dados da Associação Mundial de Aço, publicados nesta quinta-feira.

A produção de aço bruto na China, maior produtor e consumidor do metal, puxou a alta, subindo 12,6 por cento em julho, para 50,7 milhões de toneladas.

Esta foi a primeira vez que o país produziu mais de 50 milhões de toneladas de aço em um único mês, representando quase metade da produção mundial, afirma a associação, cujos membros representam cerca de 85 por cento das usinas siderúrgicas do mundo.

Em julho, quase todos os principais países produtores, incluindo China, Japão, Alemanha, Estados Unidos, Brasil, Turquia, Rússia e Ucrânia, alcançaram as maiores produções no ano.

Segundo o Instituto Brasileiro de Siderurgia, a produção de aço bruto do Brasil somou no mês passado 2,496 milhões de toneladas, contra 1,941 milhão de toneladas em junho e o recorde histórico de 3,234 milhões de toneladas de julho de 2008.

Siderúrgicas ao redor do mundo ampliaram produção nos últimos meses, depois que operadores do mercado e distribuidores voltaram ao mercado após virem seus estoques esgotarem.

Mas no acumulado dos sete primeiros meses do ano, a produção continua 19,9 por cento abaixo do mesmo período de 2008, para 652,9 milhões de toneladas.

A produção na Europa e América do Norte em julho caiu 36 e 40 por cento, respectivamente, na comparação anual, mas subiu em ambas as regiões em relação a junho.

No Oriente Médio, onde a demanda estava aquecida no ano passado por conta de um boom nos investimentos em infra-estrutura, subiu 2,5 por cento em julho.
 
Construção no Brasil vai crescer por 10, 20 anos
Escrito por (O Estado de São Paulo, 21/08/2009)   
Sex, 21 de Agosto de 2009 10:29

Sócio do bilionário Sam Zell diz que seu grupo deve entrar ainda este ano em financiamento de imóveis no País

Leandro Modé e Marianna Aragão

 

Nos últimos meses, o Brasil passou a ocupar a maior parte da agenda do executivo americano Gary Garrabrant. Com negócios em dez países, é para o País que sua empresa de investimentos imobiliários Equity International, fundada ao lado do bilionário Sam Zell, está voltando suas forças. Além de deter participações em companhias como Gafisa, BRMalls e Bracor, o fundo comprou em março 4,86% das ações da Tenda. Agora, anuncia planos de expandir sua atuação no setor, com a criação de uma empresa de financiamento imobiliário. A ideia é aproveitar o possível "boom" do crédito imobiliário no País, com a queda da taxa básica de juros (Selic) e do crescimento da demanda por imóveis populares. Segundo Garrabrant, que desde 2006 é também o presidente do conselho de administração da Gafisa, as conversas com parceiros locais estão em andamento, e o anúncio do novo empreendimento pode ocorrer ainda este ano. "A oportunidade é imensa nessa área", diz. A seguir, leia os principais trechos da entrevista concedida pelo executivo:

O que tem levado sua empresa a investir no Brasil?

Estamos entusiasmados com o Brasil por muitas razões. A escala do País, o tamanho da população, a juventude da população, o crescimento da classe média são algumas delas. No setor imobiliário, o Brasil é uma das estrelas. Pode haver 10 ou 20 anos de crescimento. Estou bastante animado com as possibilidades no setor de construção, porque a demanda é enorme, a população é jovem, as pessoas entendem a importância de ter sua própria casa, e isso impulsiona outros setores, como o varejo. Também estamos pensando em negócios financeiros, que estão conectados ao segmento habitacional. Há muito a fazer.

O programa Minha Casa, Minha Vida tem mexido com o setor. Qual sua avaliação sobre o projeto?

Estamos muito otimistas sobre o programa. Há o início de um esforço de organização. O governo brasileiro manteve a Caixa Econômica Federal operando por muito tempo sem a devida compreensão sobre a distribuição das hipotecas. Acredito que o programa representa uma forte demonstração de realizar essa distribuição em escala. Com esse compromisso, o programa do governo pode funcionar.

O programa já está andando?

Sim, está andando bem e estamos otimistas com ele. Acredito também que vai haver muito interesse dos bancos comerciais nesse setor. As pessoas pensam que habitação popular é assunto apenas do governo, mas isso não é verdade. As ramificações vão muito além. Do lado dos bancos, é um bom negócio. A hipoteca acaba levando a outros produtos.

A Equity International também está interessada nessa área?

É uma de nossas melhoras ideias. A oportunidade é imensa na área de financiamento imobiliário, seja comercial ou residencial. O segmento comercial tem tido um desenvolvimento muito lento no Brasil, em boa parte por causa das condições políticas do País, que levou as pessoas a evitar assumir riscos. Os proprietários de imóveis como hotéis, escritórios e shopping centers focaram suas finanças no curto prazo, e muito raramente no longo prazo. Acredito que vai ocorrer uma ruptura e as pessoas vão reconhecer o valor a longo prazo desses empreendimentos. Nossa ideia é capitalizar esse momento, de uma forma organizada e em escala.

É um projeto para este ano ainda?

Tenho esperança que sim. Mas é prematuro dizer. Temos de achar o parceiro certo. Estamos conversando com os melhores da área financeira. Do nosso lado, levamos o dinheiro e expertise, principalmente no setor imobiliário.

Que outros setores vocês tem olhado, além do imobiliário residencial?

É um momento interessante para se estar na área de varejo. Os shoppings são um importante elemento do estilo de vida do brasileiro. As pessoas se encontram ali, tomam café, passeiam, jantam. Então, acho que há uma grande oportunidade de profissionalização nos imóveis para o varejo. Outra área que deve crescer são os imóveis para grandes redes varejistas e supermercados.

Há empresas dessa área sendo avaliadas?

Estamos sempre olhando. O setor de varejo tem grandes oportunidades no Brasil. E é um setor novo. Há poucos players, a maior parte de propriedade de indivíduos ou famílias. Vimos isso nos EUA também. Nos anos 70 e 80, havia grandes personalidades no setor de varejo. Com o tempo, isso deu lugar a uma maior profissionalização.

O Brasil tem sido apontado como o país emergente mais promissor. Isso ocorre por causa da crise ou o País é uma boa oportunidade por suas próprias características?

Temos dito há algum tempo que o Brasil é nosso país número um para investimentos. Chegamos a essa conclusão antes da crise. Apesar das peculiaridades de cada setor, há características aqui relacionadas às pessoas. Temos encontrado aqui pessoas apaixonadas, empreendedoras, inteligentes. É um bom lugar para se estar.

O início da crise financeira ocorreu nos Estados Unidos, com o estouro da bolha do subprime. No Brasil, estamos vivendo o que pode ser o primeiro passo de um boom no financiamento imobiliário. O que pode ser feito aqui para evitar que o mesmo problema ocorra aqui?

Os Estados Unidos, nos últimos 25 anos, adotaram uma cultura de negócios dependente desse capital. A tecnologia criada pelos bancos de investimentos e outros competidores dessa área era, de certa forma, boa demais. Eles eram talentosos demais. E, como resultado, muitos países, liderados pelos EUA, tiveram acesso a esse capital de uma maneira maior do que era necessário. No Brasil, há um longo caminho a percorrer, pois é pequena a parcela da população com casa própria. Outro ponto positivo é que o País sobreviveu a múltiplas crises ao longo de décadas. Com isso, há prudência no "DNA" do Brasil. Minha preocupação é, sim, com o capital especulativo. Somos cuidadosos em como investir. Mas muitas pessoas não.

Antes da crise, o setor imobiliário brasileiro viveu uma avalanche de IPOs e lançamentos. Quais foram as consequências dessa euforia?

Muitas das empresas que fizeram IPO têm apresentado números ruins. Elas não foram capazes de preencher suas responsabilidades, não administraram bem as expectativas. Essas companhias pensaram que o IPO era o fim, mas ele é o começo da jornada. A Tenda é um exemplo. Se tornou pública, e não teve um bom desempenho. A Abyara é outro exemplo.

O que a Tenda tem feito para reparar isso?

O que fizemos foi mudar completamente a direção da empresa. Aplicamos a disciplina da Gafisa em várias áreas, como engenharia, construção, gerência de projetos. A reunião do conselho (de administração) da Tenda hoje é como se fosse a da Gafisa. É isso é positivo, porque há um bom casamento ali.

Quem é: Gary Garrabrant

É presidente e um dos fundadores da Equity International, empresa de investimentos imobiliários que tem operações em 10 países

No Brasil, ele preside o Conselho de Administração da construtora Gafisa

Seu sócio na Equity International é o megainvestidor Sam Zell, um dos homens mais ricos do mundo.

 

 
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